30
de novembro de 2007
Nós, as ONGs abaixo assinadas, aplaudimos
os esforços governamentais e de terceiros em nível internacional, nacional
e local para combater as mudanças climáticas e proteger florestas naturais
nos trópicos e outras partes do globo. Acreditamos que uma abordagem
integrada de desenvolvimento sustentável e direitos humanos, políticas
de Redução Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) sustentáveis
têm o potencial de contribuir para a atenuação das mudanças climáticas,
preservação ambiental e gerar benefícios sociais às comunidades.
1. Pré-condições para políticas de REDD sustentáveis
De modo a garantir bons resultados, as
políticas de REDD em todos os níveis devem atender aos princípios de
respeito aos direitos humanos, inclusive de povos indígenas, boa governança,
acesso seguro à terra e recursos naturais, transparência, distribuição
igualitária dos benefícios, conservação da biodiversidade, manutenção
da integridade de ecossistemas e responsabilidade perante o público
e às comunidades afetadas ou que têm na floresta seu meio de sobrevivência.
É essencial que políticas de REDD globais, nacionais e locais sejam
formuladas com o consentimento prévio, informado e livre dos povos indígenas
e populações tradicionais das florestas. Ignorar esses princípios põe
em risco o meio ambiente e a vida das populações que dependem das florestas.
2. Problemas na proposta de Forest Carbon Partnership
Facility do Banco Mundial
Atenção inadequada à missão do Banco para a redução da pobreza:
uma vez que o Grupo Banco Mundial se posiciona como a agência líder
na atenuação das mudanças climáticas e o órgão administrativo central
da proposta de FCPF, tememos que o Banco deixe em segundo plano sua
missão central referente a redução da pobreza, pois adota um foco muito
limitado à contabilidade do carbono. Observamos que o Banco continua
a enfraquecer seus próprios esforços de atenuação das mudanças climáticas
com o financiamento de indústrias consumidoras de combustíveis fósseis
e outras que contribuem para o desmatamento.
Cronograma curto e falta de consulta adequada: É alarmante
que até a presente data os planos para o FCPF tenham sido desenvolvidos
de forma apressada, com pouquíssimas discussões públicas. Faltando
poucas semanas para o lançamento do FCPF na 13a COP da
UNFCCC em Bali, os povos das florestas potencialmente afetados em
países tropicais e subtropicais sequer foram adequadamente consultados
sobre o projeto e objetivos do FCPF. Não está claro quem se beneficia
deste cronograma apressado.
Estrutura falha de governança: Os mecanismos de governança
propostos restringem o processo decisório aos participantes governamentais
e privados. Não permite que a sociedade civil e os povos da floresta
afetados influenciem decisões sobre planos, implementação, direitos,
estratégias e transações de REDD.
Alto risco de conflito de interesse: Ao assumir responsabilidade de
assistir os países na preparação dos planos de implementação, fazer
o levantamento de sua adequação e atuar como Trustee do FCPF
proposto, o Banco se expõe a conflito de interesse potencial. A falta
de transparência na seleção e nos termos de referência do painel
técnico consultivo termina por diminuir o a responsabilidade do público
do mecanismo.
Falha em promover um exame público e agir nas lições do setor florestal
e de carbono do Banco: Um Painel de Inspeção recente sobre o trabalho
do banco no Camboja e a República Democrática do Congo expuseram falhas
no sistema de salvaguardas, diligências e incentivos do Banco, além
da contínua promoção de um modelo de desenvolvimento florestal falido
baseado em manejo em escala industrial. Ao mesmo tempo, o Banco não
permitiu um debate público sobre sua estratégia para florestas (ou tampouco
uma avaliação transparente de sua “Forest Alliance” com o WWF) e, até
o presente, permitiu uma análise limitada do desempenho de seus fundos
de carbono.
Incentivos perversos e risco de financiar atividades insustentáveis:
O que muito nos preocupa é o uso contínuo de eufemismos como “práticas
e certificação de manejo florestal sustentável” na documentação do
FCPF, sem definições ou limites claros, o que pode permitir que
madeireiros em escala industrial se beneficiem de pagamentos relativos
ao REDD. Não há provas suficientes para afirmar que tais práticas
em escala industrial promovam o manejo sustentável dos recursos e,
tampouco, reduzam a pobreza.
Salvaguardas e sistema de verificação inadequados: O Estatuto
inicial não garante que as políticas de salvaguarda do Banco sejam
aplicadas ao FCPF, inclusive às operações de “preparação” que o suporta.
O Estatuto proposto não provê mecanismos para auditoria externa independente
quanto aos benefícios e impactos não relacionados à emissão de carbono.
Os critérios para determinar quem tem direito e prontidão não apresentam
bons aspectos de governança ou exigem conformidade aos padrões socioambientais
ou respeito aos direitos dos povos da floresta e outras comunidades
afetadas.
Dependência exagerada em mecanismos de mercado: O FCPF reflete
viés claro para que os que mecanismos de mercado paguem pelo custo
de implementação de estratégias de REDD em nível nacional. A ênfase
encontra-se em dar preferência à consecução das reduções das emissões
em vez de, e acima de tudo, os benefícios sociais vitais, ambientais
e de redução de pobreza e da proteção às florestas. Não acreditamos
que os mecanismos de mercado provaram ser capazes de promover os direitos
humanos e práticas sustentáveis. É inaceitável que o Estatuto inicial
do FCPF faça referência apenas aos direitos de compradores e vendedores
de créditos de carbono, ignorando os direitos humanos.
3. Mudanças essenciais e próximos passos
Dada a seriedade e extensão dos problemas listados acima, acreditamos
que o FCPF não deva ser formalmente lançado na 13ª COP da UNFCCC em
Bali. No mínimo, a apresentação sobre a iniciativa deve ser reduzida
a uma sessão informativa, como um primeiro passo para um processo global
de consulta mais inclusivo.
Para resolver estes problemas, é essencial garantir:
- Consulta imediata e abrangente sobre
os planos do FCPF, principalmente com os povos das florestas potenciais
afetados (inclusive tradução do FCPF para os idiomas apropriados)
- Análise pública e debate sobre as conclusões da avaliação da Estratégia
de Florestas (2002) do Banco e suas implicações para o papel do banco
no FCPF
- Uma avaliação externa, completa e pública sobre a Banco Mundial-WWF
Forest Alliance, como parte fundamental das consultas do banco sobre
o FCPF e seus planos para uma Parceria Global pelas Florestas
- Uma auditoria independente e pública
dos fundos de carbono existentes e do apoio financeiro continuado
do Banco a indústrias que utilizam combustíveis fósseis
- Mecanismos de governança mais inclusivos,
proporcionando oportunidades para que organizações da sociedade civil
e povos da floresta potencialmente afetados participem do processo
decisório
- Medidas adicionais que previnam conflitos
de interesse, incluindo transparência na seleção de membros independentes
dos painéis técnicos consultivos
- Proibição de pagamentos por REDD e
subsídios relacionados a madeireiros em escala industrial e empresas
do agronegócio
- Exclusão de pagamentos por REDD a
qualquer país que não coíba ou restrinja ativamente setores que contribuem
para o desmatamento ou apresentem risco de fragmentação ou destruição
de suas florestas
- Garantias de que todas as atividades de REDD apoiadas pelo Banco,
inclusive as de preparação, estejam alinhadas às políticas de salvaguarda
do Banco Mundial
- As atividades de REDD que incentivem ou resultem na infração
por parte dos Estados de seus deveres e obrigações, segundo o direito
internacional ou outros tratados relevantes dos quais sejam signatários,
não devem indenizadas
- Garantir que a inclusão de terras
florestais nas atividades e indenizações decorrentes dor REDD não
diminuam o direito jurídico ou consuetudinário de outros usuários
ou proprietários, sem seu consentimento prévio, informado e livre
- Maior inclusão de critérios sociais e de governança na determinação
de direitos, preparo e auditoria, inclusive o reconhecimento e proteção
de terras e recursos naturais costumeiros efetivos , sistemas de arrendamento
da terra e práticas tradicionais de uso do solo
- Auditoria independente da conformidade
a padrões ambientais e direitos humanos e levantamento dos efeitos
de REDD não relacionados ao carbono, particularmente o impacto sobre
a pobreza
- Inclusão de cientistas, inclusive
sociais, nos painéis técnicos consultivos e nos comitês de avaliação
- Mais atenção a mecanismos que não
sejam de mercado para custear a implementação de atividades de REDD
- Maior prioridade para garantir que
os benefícios sobre a pobreza, biodiversidade e qualidade de vida
advindos da proteção das florestas sejam superiores aos ganhos de
carbono de atividades de REDD (de acordo com a missão do Banco Mundial).
Temos sérias dúvidas sobre a capacidade do FCPF em promover benefícios
como políticas de REDD sustentáveis, salvo se sejam tomadas as medidas
acima. No momento, alertamos governos doadores que estejam considerando
participar do FCPF que se abstenham de qualquer compromisso financeiro.
Da mesma forma, os que potencialmente teriam direito a receber recursos
devem conclamar seus cidadãos e se unirem para um debate sério sobre
as propostas do FCPF.
Esse posicionamento é endossado
por:
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A SEED, Europe
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Aliansi Masyarakat Adat Nusantara (Indigenous
Peoples' Alliance of the Archipelago), Indonesia
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Almáciga Grupo de Trabajo Intercultural, Spain
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Arbeitsgemeinschaft Regenwald und Artenschutz,
Germany
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Arbeitsgruppe Schweiz Kolumbien, Switzerland
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Asamblea Nacional Indígena Plural por la Autonomía
- ANIPA, Mexico
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Asociacion Indigena Ambiental, Panama
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L'Association pour les Droits de l'Homme et
l'Univers Carcéral (ADHUC), Republic of Congo
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Asian Indigenous Women's Network, Philippines
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Bank Information Center, USA
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BanglaPraxis, Bangladesh
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Biowatch, South Africa
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Borneo Resources Institute Malaysia (BRIMAS)
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Both ENDS, Netherlands
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Bretton Woods Project, United Kingdom
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Bruno Manser Fonds, Switzerland
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Campagna per la Riforma della Banca Mondiale,
Italy
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CARE International Indonesia
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CENDAH, Panama
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Centre d'Information et de Documentation Pygmées,
RDC / DRC
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Centre for Minority Rights Development - Kenya
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Centrode Acción para el Desarrollo "CODICE"
A.C., Mexico
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Centro Skoki, Costa Rica
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Coecoceiba – Friends of the Earth Costa Rica
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Comisión Pastoral Paz y Ecología, COPAE, Guatemala
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Community Alliance for Pulp Paper Advocacy,
Indonesia
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Corner House, United Kingdom
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Down to Earth: the International Campaign for
Ecological Justice in Indonesia (UK)
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Ecological Society of the Philippines
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FERN, Brussels
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Forest Friends, Ireland (Cáirde na Coille)
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Forest Monitor, United Kingdom
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Forest Peoples Programme, United Kingdom
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Friends of the Earth Norway
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Fundacion para la Promocion del Conocimiento
Indigena, Panama
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Ghana Trade and Livelihoods Coalition (GTLC),
Ghana
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Global Welfare Association (GLOWA), Cameroon
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Global Witness, United Kingdom
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Green Advocates, Liberia
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Indigenous Peoples Links, Philippines
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Indigenous Peoples' Forum of North East India
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The Indigenous World Association, Hawai'i
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Indian Confederation of Indigenous and Tribal
Peoples (ICITP), India
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International Accountability Project, USA
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Jaringan Tanah Hak Adat Bangsa Asal Sarawak
(TAHABAS), Malaysia
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Jeunes Volontaires pour l'Environnement (JVE),
Togo
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Jubilee Australia
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Just Forests, Ireland
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Kalahan Educational Foundation, Philippines
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Labour, Health and Human Rights Development
Centre, Nigeria
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LifeMosaic
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Movement for the Survival of the Ogoni People
(MOSOP), Nigeria
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Mouvement des Autochtones du Gabon MINAPYGA
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Munlochy Vigil, United Kingdom
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Nakoa Ikaika Kalahui, Hawai'i
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National Center for Advocacy Studies, Pune,
India
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Organización Fraternal Negra, Hondureña / Honduras
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Organización Indígena Kus-Kurá Sociedad Civil,
Costa Rica
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Organizacion Juventud Indigena, Argentina
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Papua New Guinea Eco-Forestry Forum, Papua New
Guinea
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Programme d'Integration et de Developpement
de Peuple Pygmee, RDC / DRC
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Pro-comunidades Indigenas, Paraguay
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Promotora de Servicios para el Desarrollo S.C.,
Mexico
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Rainforest Foundation – Norway
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Rainforest Foundation – United Kingdom
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Rescate Ancestral Indígena Salvadoreño RAIS,
San Salvador
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River Basin Friends, NE India
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Reverse Climate Change, Australia
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Rural Volunteers Centre, Assam, India
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Safe Food Coalition, South Africa
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Sámiráddi / Saami Council, Finland
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Sarawak Dayak Iban Association, Sarawak, Malaysia
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SEND Foundation of West Africa
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SiDAN – Social and Economic Rights Action Center,
Indonesia
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SOLJUSPAX, Philippines
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Sustainable Development and Advocacy Center
(SODAC), Ghana
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Sustainable Energy and Economy Network
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TARA-Ping Pu, Taiwan
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Taungya, Bangladesh
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Tebtebba Foundation (Indigenous Peoples' International
Centre for Policy Research and Education), Philippines
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Telapak, Indonesia
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Timber Watch Coalition, South Africa
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WEED World Economy, Ecology & Development,
Germany
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