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Opiniões dos parceiros do FPP sobre a Cúpula Rio +20

O Forest Peoples Programme e uma delegação de líderes indígenas da Guiana, Suriname, Peru, Panamá e Quênia participaram da Conferência Internacional Rio+20 dos Povos Indígenas sobre Autodeterminação e Desenvolvimento Sustentável, realizada entre 17 e 19 de junho, e da cúpula intergovernamental formal da Rio +20, realizada entre 20 e 22 de junho de 2012. Os delegados também participaram da reunião Karioca II, da Cúpula dos Povos, e estiveram envolvidos com o Dia de Ação Global no dia 20 de junho.

Depois de uma semana intensa, tomada por entrevistas coletivas, apresentações, marchas e participação em reuniões oficiais e eventos paralelos, o FPP pediu aos delegados indígenas que comentassem sobre as suas experiências na Rio+20 e outras questões relacionadas à mesma. Apresentamos alguns trechos dessas entrevistas:

Rio+20, o Desenvolvimento Sustentável e a Economia verde por Robert Guimaraes, povo Shipibo-Konibo, Escola Amazônica de Direitos Humanos, Peru

Os resultados das negociações entre países na Rio+20 contém, de fato, elementos úteis, principalmente no que diz respeito ao reconhecimento da importância de economias e políticas de desenvolvimento diversas. Entretanto, embora os direitos humanos tenham sido reafirmados na ‘visão’ para o futuro dos governos, não foram incorporados em muitos dos seus resultados. De forma geral, há poucas políticas ou compromissos claros em relação aos povos indígenas. A falta de reconhecimento é evidente, por exemplo, no texto sobre florestas, que nem menciona os nossos povos, que sustentam a maior parte das florestas naturais remanescentes no mundo, localizadas nos nossos territórios ancestrais, através de nossas práticas e valores consuetudinários. A meu ver, os resultados da Rio+20 não representam um avanço significativo porque eles deixaram de fora questões essenciais de direitos, como o direito ao consentimento livre, prévio e informado (FPIC, na siga em inglês).