Resources

As experiências de povos indígenas da África com as políticas de salvaguarda: Exemplos do Camarões e da Bacia do Congo

A noção de indígena é geralmente algo polêmico na África. Existem opiniões que consideram todos os africanos como indígenas liberados dos poderes coloniais, enquanto outras simplesmente destacam que é muito difícil determinar quem é indígena na África. A criação, em 2001, do Grupo de Trabalho sobre as Populações/Comunidades Indígenas da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (ACHPR na sigla em inglês) e o relatório do Grupo, enviado à Comissão e aprovado em 2003, trouxeram uma nova perspectiva à esta questão. Nesse relatório, pela primeira vez, houve uma aceitação unânime da existência de povos indígenas na África, o que levou ao debate de como os países poderiam começar a integrar os direitos desses povos na esfera de direitos humanos. A maioria dos povos indígenas da África Central são povos caçadores-coletores, comumente conhecidos como “Pigmeus”, e povos pastores. Estes povos ainda sofrem discriminação por meio da desapropriação das suas terras e a destruição dos seus meios de vida, culturas e identidades, extrema pobreza, falta de acesso e participação nas decisões políticas e falta de acesso à educação e centros de saúde.

Advocacy efforts lead to African Commission’s increased consideration of indigenous women’s rights

The recognition of indigenous peoples’ rights is a recent development on the African continent. The African Commission on Human and Peoples’ Rights has, over the last decade, given heightened attention to indigenous peoples’ rights, notably through the creation of its Working Group on Indigenous Populations/Communities (WGIP) in 2000. This is mostly due to the efforts of civil society organisations which have documented the obstacles faced by indigenous peoples in the enjoyment of their individual and collective rights, and which have brought the many instances where these rights have been violated to the attention of the Commission.